A Cortante Navalha Infame
Há pouquíssimas coisas que causam mais aflição do que uma fina lâmina de aço, microscopicamente áspera e afiadíssima no corte, perigosamente próxima ao corpo (talvez do dedo, da garganta ou mesmo do olho) e prestes a mover-se precisa e velozmente para, antes de tudo, fazer brotar o sangue da vítima incauta e, logo depois, rir-se com infâmia da dor alheia.
Mas não hei de cortar segmentos humanos, tampouco espalhar sangue desnecessariamente. Ainda que o profundo ardor do corte possa vir a ser interessante, é preferível retalhar os olhos incautos metaforicamente a correr o risco de ganhar inimigos mono-orbitais e vingativos.
Sendo assim, com a Navalha entre os dentes, não me resta outra escolha senão mergulhar no lusófono mar silábico e tentar, de todas as maneiras possíveis, trazer para a superfície arranjos distintos e controversos para saciar os mais sórdidos desejos daqueles que vierem a atracar suas embarcações por aqui.
E, sim, esta é a mensagem amigável e inaugural que lhes ofereço. A Navalha Infame é, além do que já foi dito, um braço direito da Catarse Elétrica e, por este motivo, cá estão as referências para o conteúdo publicado por lá, embora o enfoque de ambos os espaços tenda a divergir gradualmente.
E isso é tudo.